Crítica - "The Girl With the Dragon Tattoo"
Hoje em dia Hollywood opta por recorrer a fórmulas seguras, apostando em franchises, remakes, sequelas e prequelas, descurando, por vezes, os argumentos originais. Claro que se fizerem um remake do American Psycho será idiotice, mas no meio disto tudo, nem sempre tudo é mau.
Fiquei abismado com o remake americano (Let Me In) do sueco Let the Right One In. E, nesta última adaptação do cinema sueco fez-se ainda melhor.
Refiro-me, claro, ao filme de David Fincher remake do homónimo sueco "The Girl With the Dragon Tattoo".
Para quem leu a trilogia de Stieg Larsson, ou viu os filmes suecos certamente vai gostar desta incursão. E quem então vai de mente limpa (sem ter lido os livros, ou visto os filmes), ainda melhor.
O realizador de Seven, Fight Club, The Social Network, cria aqui toda uma nova dimensão com este policial sueco. É verdadeiramente a visão de Fincher sobre a obra de Stieg Larsson que sobressai, desde o início em fantástico cgi, ao suspense e cenas violentas que o filme tem, até ao momento do desfecho final. É um filme duro, visceral, representativo da cultura sueca e com uma ambiência espectacular que surge com o mix do crivo de Fincher mais a magnífica banda sonora de Trent Reznor e Aticcus Ross (depois da Social Network, aqui nova colaboração).
As interpretações de Daniel Craig e de Rooney Mara estão excelentes, sendo que a Rooney Mara merece inteiramente a nomeação para o óscar de melhor actriz. Para além da complexidade da personagem, é sabido o chato que é o Fincher com a repetição de takes.
Em suma, se gostam de bom cinema, vão ver. E, por favor, não levem criancinhas para o cinema. É mesmo um filme para adultos. Tem cenas tramadas.
Nota: 8/10
(originalmente publicado em http://blockbusters-pt.blogspot.com/)





